HTML5 e o Doctype

html5 superpowers

HTML on ‘roids (imagem retirada do Google)

O HTML5 traz-nos algumas simplificações e muitas novidades – algumas delas darão boas dores de cabeça na criação de conteúdos ricos e criativos. Vamos por partes…

Todos os documentos HTML deverão começar com uma declaração da versão do HTML – o Doctype – que a página contêm. Antes da última revisão dos standards da linguagem HTML, existiam várias definição de tipo de documento – DTD (document type definition):

  • HTML 4.01
    • Strict (“strict.dtd”)
    • Transitional (“loose.dtd”)
    • Frameset (“frameset.dtd”)
  • XHTML 1.0
    • Strict (“xhtml1-strict.dtd”)
    • Transitional (“xhtml1-loose.dtd”)
    • Frameset (“xhtml1-frameset.dtd”)
  • XHTML 1.1
    • DTD (“xhtml11.dtd”)

Além de existirem múltiplos DTD, a forma de escrever o doctype também não era muito simplificado:

HTML4.01 / XHTML1.0 / XHTML1.1

<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd">

Felizmente, com as especificações do HTML5 a passarem à fase de “recomendação”, já podemos começar a utilizar a nova forma de declarar o doctype:

HTML5

<!DOCTYPE html>

De momento passou mesmo a ser desaconselhado a utilização dos doctypes obsoletos por serem demasiado longos.

Espero que tenham gostado deste primeiro artigo de uma série sobre as novas funcionalidades do HTML5.

Developer Tech Refresh – Lisboa

Developer Tech RefresÀ algumas semanas atrás realizaram-se os eventos BUILD Ignite, com imensas novidades sobre o Windows 10, Universal Apps, Office 365, Edge (o novo browser), serviços Azure (Internet of Things) entre outras. Se acederem aos sites respectivos, conseguirão assistir às sessões, em diferido.

No próximo dia 15 de Junho ir-se-á realizar em Lisboa, nas instalações da Microsoft Portugal, o evento Developer Tech Refresh. Um pequeno resumo do que foi apresentado nos eventos principais. O evento será composto por 5 tracks – Windows, Azure, Data Platform & IoT, e WEB.

[Update: 13/06/2015]

Eu irei estar sentado na track WEB e talvez dê uma espreitadela na track Windows, ainda mais que agora é possível construir Apps para o Universo Windows com HTML5, CSS3 e JavaScript 🙂

A Microsoft lançou-me o desafio de preparar uma apresentação para a track de WEB. O tema escolhido “HTML5 Semantics”. Irei também tentar dar uma espreitadela na track Windows, ainda mais que agora é possível construir Apps para o Universo Windows com HTML5, CSS3 e JavaScript 🙂

Ahhh….esqueci de mencionar que a inscrição é gratuita.

Vemo-nos por lá?

Internet ou World Wide Web?

Global Network

Global Network

Internet ou World Wide Web?
São duas coisas diferentes ou somente duas designações para a mesma coisa?
Esta questão não é só colocada por indivíduos info-excluidos, mas também por muitos indivíduos da geração Y, os chamados Millenniums. Pessoalmente considero quase um contra-senso, mas já me deparei com essa situação inúmeras vezes nas minhas turmas, e que regra geral são constituídas por elementos Millenium. Esta geração trata a tecnologia pelo nome próprio, no entanto são menos curiosos sobre os porquês.

A Internet e a World Wide Web não são a mesma coisa, mas encontram-se intrinsecamente ligadas uma à outra.

Internet é uma rede massiva de redes, uma infraestrutura global. Como tal, liga milhões de computadores uns aos outros, permitindo que os mesmos comuniquem entre si. Isto só foi possível devido à invenção de diversos protocolos que facilitam estas comunicações em diferentes linguagens. Alguns desses protocolos são utilizados diariamente, como por exemplo o SMTP para o email (mais sobre protocolos noutro post).

World Wide Web, vulgo Web, é uma forma de aceder a informação através do meio Internet. Ou seja, um modelo de partilha de informação que utiliza um dos protocolos que compõem a Internet para a partilha de informação, o HTTP – HyperText Transfer Protocol. Este protocolo permite que a informação contenha texto, imagens, vídeo e áudio e, mais importante, que toda a informação esteja ligada entre si através de hyperlinks.

Se por acaso utilizar um browser para “navegar na Internet”, na realidade estará a navegar na Web!

Web Standards…o quê?

World Wide Web Consortium Logo

Recorrentemente sou questionado pelos meus alunos sobre o que são os Web Standards, o porquê da sua existência e se é obrigatório seguir essas recomendações. Após ponderar um pouco, conclui que este tema daria um artigo interessante.

O que são Web Standards?

Segundo a definição que se pode ler no site do World Wide Web Consortium (W3C), são “(…)recomendações que visam promover o consenso, a equidade e qualidade(…)” desta coisa chamada Web.

Quando, em 1994, Tim Berners-Lee (inventor da World Wide Web) fundou o W3C, o seu propósito era levar o seu invento ao expoente máximo através de protocolos que permitissem a interoperabilidade, ou seja, que máquinas diferentes conseguissem aceder e visualizar páginas que estejam conforme esses protocolos.

Porquê os Web Standards?

Os princípios do W3C são bastante nobres e quase auto explicativos:

  • Web para Todos – imensas vezes descurado no passado, actualmente começa-se a ter maior preocupação em tornar os conteúdos digitais disponíveis para todas as pessoas, “qualquer que seja o seu hardware, software, infraestruturas de comunicação, língua nativa, cultura, geolocalização ou capacidade física e mental.”
  • Web em Tudo – Se à uns anos, “ir à net” era um sinónimo de estar sentado em frente a um computador, actualmente não poderia ser mais errado. Estamos perante o advento da Era IoT – Internet of Things e encontram-se os mais variados equipamentos ligados à Internet. Neste ponto, o W3C só está preocupado com a variante Web da Internet (ler mais sobre a diferença entre Internet e World Wide Web).

A visão do W3C foca-se em três pontos-chave para uma constante evolução da Web:

  • Web para Interacções Ricas – As interacções pessoais que a Web permite, sejam a partir de blogs, wikis ou as tão conhecidas redes sociais. O propósito é libertar o utilizador do papel passivo para um papel activo e interventivo.
  • Web de Data e Serviços – Duas visões complementares da Web – um repositório infinito de informação e um infinito conjunto de serviços em constante comunicação.
  • Web de Confiança – Sendo um factor auto explicativo, basta referir as operações em Home-Banking ou numa qualquer loja online.

É obrigatório seguir essas recomendações?

A criação de standards, e acima de tudo a sua correcta implementação, permite um constante crescimento dos princípios do W3C. No entanto, este processo é moroso, o que leva a que fabricantes de software, nomeadamente de browsers entrem em estados de impaciência e de “invenção”, fazendo com que diferentes browsers tenham comportamentos diferentes – e a nossa vida enquanto programadores “frontend” seja um pequeno terror (escreverei mais sobre este tema num artigo futuro).

A resposta é não – pode-se desenvolver sem pensar em standards – mas deveria de ser sim, pelos princípios que estão inerentes.

É certo que desenvolver totalmente dentro dos standards pode ser bastante desafiante, mas como tudo na vida, nem tudo é preto e branco, existem vários níveis de complacência entre o aderir ou não aos standards.

Aconselho a todos os interessados em desenvolver para a Web a colocarem o site do W3C como bookmark de visita recorrente.

“Emoções através Interacções” na BOLD Int


Em 2013 aceitei o desafio que a empresa BOLD Int me propôs, e comecei a colaborar com a empresa como consultor.

Como é apanágio nestas empresas de consultoria, as mesmas realizam diversos eventos internos como forma de promover a união dos seus colaboradores que se encontram distribuídos pelos clientes e projectos.

Num desses eventos, onde vários oradores se inscreveram para apresentar algo dos mais diversos temas e/ou áreas, em 5 minutos ao bom jeito do Ignite, fui convidado a ser o orador da keynote com a minha palestra sobre “Emoções através Interacções”.

A reacção foi interessante, com os participantes a serem surpreendidos com algumas das questões que coloquei.

Numa Era em que a informação chega a uma velocidade atroz, e a qual está à distância de uma qualquer pesquisa online, o difícil é parar para pensar, questionar, filosofar, meditar.

Como tal, as questões mais pertinentes são deixadas sem resposta. É sempre interessante e gratificante chocalhar as mentes!!

Curiosos?

Enviem-me um email a dizer “Olá” e falaremos sobre a possibilidade de inspirar e abanar as mentes da sua empresa.