“O que te vai na cabeça?”

Adults_Having_FunEm 2012 desenvolvi uma palestra entitulada “Emoção através da Interação“.A ideia surgiu do projecto “The Fun Theory” e da oportunidade de fazer uma apresentação sobre criatividade em dueto com o Hugo Fernandes para uma turma de design da sua antiga Escola Secundária. Digamos que foi um bom local para experimentar material e analisar as reações provocadas.

Tive o previlégio de apresentar essa palestra por mais duas vezes, e para um público empresarial – NOS e Bold Int. O objetivo dessa palestra foi principalmente levantar algumas questões e apresentar nenhumas respostas. Tenho em crer que os participantes deverão conseguir encontrar algumas respostas por si próprios. Isto é, o grande propósito foi criar dúvidas, incentivar a pensar no assunto e seguramente que não existirá uma só resposta certa.

O que nasceu como uma mera “brincadeira” para espicaçar a criatividade, tem-me acompanhado em pensamento quase diariamente. Novas formas de entregar a mensagem, com uma base mais sólida e consistente, melhor ponderação sobre o tema e desviar o tema “criatividade” para “conhecimento”.

Nas próximas semanas irei continuar a trabalhar no assunto. Até breve.

Dois meses …

Já passaram dois meses…

A velocidade do tempo está diretamente relacionado com o prazer retirado da atividade exercida. É sem dúvida um “defeito” que o Grande Inventor deveria de ter endereçado.

Senti algumas mudanças no meu cérebro durante este período. De que serão fruto, tenho as minhas suspeitas. A mudança profissional terá sido sem dúvida um dos precursores.

Esta mudança trouxe-me desafios técnicos mas também um novo paradigma de trabalho. Trabalhar remotamente permitiu-me ganhar tempo. Tempo que era literalmente perdido no trânsito. Os dias ficaram subitamente longos e o síndrome de segunda-feira desapareceu miraculosamente…

A velocidade do tempo está diretamente relacionado com o prazer retirado da atividade exercida.

É factual que trabalho mais horas do que no meu anterior trabalho, continuo a ter mais tempo disponível, e no entanto sinto que cada vez tenho menos tempo.

O cérebro tem de ser continuamente desafiado, questionado, massajado. Só assim se poderá manter elástico e alerta. Acredito vivamente nisso. No entanto, quanto mais ginasticado, mas fértil se torna. No meu caso pessoal, isso traduz-se claramente em ideias. Mais ideias, mais tempo necessito para as colocar em prática.

E ideias têm florido na minha mente e neste momento o meu maior dilema encontra-se na organização dessas ideias. Tomara encontrar “tempo” pois gostaria imenso de as partilhar convosco.

 

 

Depressa: o tempo foge e arrasta-nos consigo: o momento em que falo já está longe de mim.

Nicolas Boileau