WordPress Lisboa – Meetup Janeiro

O próximo encontro do WordPress Lisboa será no dia 12 Janeiro. O local escolhido, a Cerveteca junto ao Principe Real. O tema escolhido…como se lê na descrição do evento, não há tema predefinido:

Um Meetup no verdadeiro sentido da palavra, sem agenda pré-definida, sem formalismos, sem “oradores e ouvintes”…onde todos poderão falar do que quiserem e com quem quiserem.
Certamente que todos os participantes terão algo a dizer ou a questionar sobre WordPress. O objectivo é a partilha mútua de conhecimentos, a promoção pública e descontraída entre a comunidade WordPress.

 

De facto, quando em 2009 e em 2010 participei no Mix em Las Vegas, então um gigantesco evento da Microsoft, ocorreram dezenas de pequenos meetups sem propósito ou organização prévia. Bastava comunicar a sua intenção de se “encontrar com malta no bar X às Y horas” e lá se encontravam 10 a 15 developers ou designers com um copo na mão para debater o que cada um estava a fazer em termos de desenvolvimento Web com ou sem tecnologias Microsoft. Espero que este meetup da nossa/vossa comunidade WordPress decorra dessa forma.

Ahh….ouvi dizer que vão aparecer por lá alguns dos maiores cromos “do Mundo” e de Lisboa em WordPress 🙂 Apareçam !

HTML5 e o Viewport

Viewport (src Google Images)

Viewport (fonte Google Images)

No início do mês de Maio, o Google tornou oficial que a utilização do seu motor de pesquisa através de dispositivos móveis já suplanta a utilização via desktop. Ou seja, cada vez mais se navega na Web através de dispositivos móveis – smartphones, tablets, etc. Então certamente que já lhe aconteceu aceder a uma página através do seu dispositivo, e o browser ao concluir o carregamento da mesma, umas vezes encolhe todo o conteúdo para caber dentro do ecrã, noutras vezes deixa o conteúdo no seu tamanho original excedendo o espaço disponível no ecrã (viewport).

Esse comportamento é controlado através de uma meta-tag de HTML5, onde poderemos definir quanto é que o viewport poderá encolher ou aumentar o conteúdo da página.

<meta name="viewport" content="width=device-width, initial-scale=1, minimum-scale=1.0, maximum-scale=1.0" />

Através do atributo content poder-se-á então declarar:

  • width:  a dimensão da página;
  • initial-scale: o nivel inicial de zoom da página quando carregar no browser;
  • minimum-scale: o nível mais baixo de zoom que a página permite;
  • maximum-scale: o nível mais alto de zoom que a página permite.

No código-exemplo acima, está-se a declarar que o conteúdo deverá utilizar somente a área disponível do viewport, sem permitir qualquer tipo de zoom (in ou out) do conteúdo. Esta definição utiliza-se quando se pretende ter um conteúdo responsivo (mais sobre este tema num futuro artigo).

Poderão ler mais sobre as especificações da meta-tag viewport no site do W3C.

Web Standards…o quê?

World Wide Web Consortium Logo

Recorrentemente sou questionado pelos meus alunos sobre o que são os Web Standards, o porquê da sua existência e se é obrigatório seguir essas recomendações. Após ponderar um pouco, conclui que este tema daria um artigo interessante.

O que são Web Standards?

Segundo a definição que se pode ler no site do World Wide Web Consortium (W3C), são “(…)recomendações que visam promover o consenso, a equidade e qualidade(…)” desta coisa chamada Web.

Quando, em 1994, Tim Berners-Lee (inventor da World Wide Web) fundou o W3C, o seu propósito era levar o seu invento ao expoente máximo através de protocolos que permitissem a interoperabilidade, ou seja, que máquinas diferentes conseguissem aceder e visualizar páginas que estejam conforme esses protocolos.

Porquê os Web Standards?

Os princípios do W3C são bastante nobres e quase auto explicativos:

  • Web para Todos – imensas vezes descurado no passado, actualmente começa-se a ter maior preocupação em tornar os conteúdos digitais disponíveis para todas as pessoas, “qualquer que seja o seu hardware, software, infraestruturas de comunicação, língua nativa, cultura, geolocalização ou capacidade física e mental.”
  • Web em Tudo – Se à uns anos, “ir à net” era um sinónimo de estar sentado em frente a um computador, actualmente não poderia ser mais errado. Estamos perante o advento da Era IoT – Internet of Things e encontram-se os mais variados equipamentos ligados à Internet. Neste ponto, o W3C só está preocupado com a variante Web da Internet (ler mais sobre a diferença entre Internet e World Wide Web).

A visão do W3C foca-se em três pontos-chave para uma constante evolução da Web:

  • Web para Interacções Ricas – As interacções pessoais que a Web permite, sejam a partir de blogs, wikis ou as tão conhecidas redes sociais. O propósito é libertar o utilizador do papel passivo para um papel activo e interventivo.
  • Web de Data e Serviços – Duas visões complementares da Web – um repositório infinito de informação e um infinito conjunto de serviços em constante comunicação.
  • Web de Confiança – Sendo um factor auto explicativo, basta referir as operações em Home-Banking ou numa qualquer loja online.

É obrigatório seguir essas recomendações?

A criação de standards, e acima de tudo a sua correcta implementação, permite um constante crescimento dos princípios do W3C. No entanto, este processo é moroso, o que leva a que fabricantes de software, nomeadamente de browsers entrem em estados de impaciência e de “invenção”, fazendo com que diferentes browsers tenham comportamentos diferentes – e a nossa vida enquanto programadores “frontend” seja um pequeno terror (escreverei mais sobre este tema num artigo futuro).

A resposta é não – pode-se desenvolver sem pensar em standards – mas deveria de ser sim, pelos princípios que estão inerentes.

É certo que desenvolver totalmente dentro dos standards pode ser bastante desafiante, mas como tudo na vida, nem tudo é preto e branco, existem vários níveis de complacência entre o aderir ou não aos standards.

Aconselho a todos os interessados em desenvolver para a Web a colocarem o site do W3C como bookmark de visita recorrente.