Internet ou World Wide Web?

Global Network

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Internet ou World Wide Web?
São duas coisas diferentes ou somente duas designações para a mesma coisa?
Esta questão não é só colocada por indivíduos info-excluidos, mas também por muitos indivíduos da geração Y, os chamados Millenniums. Pessoalmente considero quase um contra-senso, mas já me deparei com essa situação inúmeras vezes nas minhas turmas, e que regra geral são constituídas por elementos Millenium. Esta geração trata a tecnologia pelo nome próprio, no entanto são menos curiosos sobre os porquês.

A Internet e a World Wide Web não são a mesma coisa, mas encontram-se intrinsecamente ligadas uma à outra.

Internet é uma rede massiva de redes, uma infraestrutura global. Como tal, liga milhões de computadores uns aos outros, permitindo que os mesmos comuniquem entre si. Isto só foi possível devido à invenção de diversos protocolos que facilitam estas comunicações em diferentes linguagens. Alguns desses protocolos são utilizados diariamente, como por exemplo o SMTP para o email (mais sobre protocolos noutro post).

World Wide Web, vulgo Web, é uma forma de aceder a informação através do meio Internet. Ou seja, um modelo de partilha de informação que utiliza um dos protocolos que compõem a Internet para a partilha de informação, o HTTP – HyperText Transfer Protocol. Este protocolo permite que a informação contenha texto, imagens, vídeo e áudio e, mais importante, que toda a informação esteja ligada entre si através de hyperlinks.

Se por acaso utilizar um browser para “navegar na Internet”, na realidade estará a navegar na Web!

Web Standards…o quê?

World Wide Web Consortium Logo

Recorrentemente sou questionado pelos meus alunos sobre o que são os Web Standards, o porquê da sua existência e se é obrigatório seguir essas recomendações. Após ponderar um pouco, conclui que este tema daria um artigo interessante.

O que são Web Standards?

Segundo a definição que se pode ler no site do World Wide Web Consortium (W3C), são “(…)recomendações que visam promover o consenso, a equidade e qualidade(…)” desta coisa chamada Web.

Quando, em 1994, Tim Berners-Lee (inventor da World Wide Web) fundou o W3C, o seu propósito era levar o seu invento ao expoente máximo através de protocolos que permitissem a interoperabilidade, ou seja, que máquinas diferentes conseguissem aceder e visualizar páginas que estejam conforme esses protocolos.

Porquê os Web Standards?

Os princípios do W3C são bastante nobres e quase auto explicativos:

  • Web para Todos – imensas vezes descurado no passado, actualmente começa-se a ter maior preocupação em tornar os conteúdos digitais disponíveis para todas as pessoas, “qualquer que seja o seu hardware, software, infraestruturas de comunicação, língua nativa, cultura, geolocalização ou capacidade física e mental.”
  • Web em Tudo – Se à uns anos, “ir à net” era um sinónimo de estar sentado em frente a um computador, actualmente não poderia ser mais errado. Estamos perante o advento da Era IoT – Internet of Things e encontram-se os mais variados equipamentos ligados à Internet. Neste ponto, o W3C só está preocupado com a variante Web da Internet (ler mais sobre a diferença entre Internet e World Wide Web).

A visão do W3C foca-se em três pontos-chave para uma constante evolução da Web:

  • Web para Interacções Ricas – As interacções pessoais que a Web permite, sejam a partir de blogs, wikis ou as tão conhecidas redes sociais. O propósito é libertar o utilizador do papel passivo para um papel activo e interventivo.
  • Web de Data e Serviços – Duas visões complementares da Web – um repositório infinito de informação e um infinito conjunto de serviços em constante comunicação.
  • Web de Confiança – Sendo um factor auto explicativo, basta referir as operações em Home-Banking ou numa qualquer loja online.

É obrigatório seguir essas recomendações?

A criação de standards, e acima de tudo a sua correcta implementação, permite um constante crescimento dos princípios do W3C. No entanto, este processo é moroso, o que leva a que fabricantes de software, nomeadamente de browsers entrem em estados de impaciência e de “invenção”, fazendo com que diferentes browsers tenham comportamentos diferentes – e a nossa vida enquanto programadores “frontend” seja um pequeno terror (escreverei mais sobre este tema num artigo futuro).

A resposta é não – pode-se desenvolver sem pensar em standards – mas deveria de ser sim, pelos princípios que estão inerentes.

É certo que desenvolver totalmente dentro dos standards pode ser bastante desafiante, mas como tudo na vida, nem tudo é preto e branco, existem vários níveis de complacência entre o aderir ou não aos standards.

Aconselho a todos os interessados em desenvolver para a Web a colocarem o site do W3C como bookmark de visita recorrente.

“Emoções através Interacções” na BOLD Int


Em 2013 aceitei o desafio que a empresa BOLD Int me propôs, e comecei a colaborar com a empresa como consultor.

Como é apanágio nestas empresas de consultoria, as mesmas realizam diversos eventos internos como forma de promover a união dos seus colaboradores que se encontram distribuídos pelos clientes e projectos.

Num desses eventos, onde vários oradores se inscreveram para apresentar algo dos mais diversos temas e/ou áreas, em 5 minutos ao bom jeito do Ignite, fui convidado a ser o orador da keynote com a minha palestra sobre “Emoções através Interacções”.

A reacção foi interessante, com os participantes a serem surpreendidos com algumas das questões que coloquei.

Numa Era em que a informação chega a uma velocidade atroz, e a qual está à distância de uma qualquer pesquisa online, o difícil é parar para pensar, questionar, filosofar, meditar.

Como tal, as questões mais pertinentes são deixadas sem resposta. É sempre interessante e gratificante chocalhar as mentes!!

Curiosos?

Enviem-me um email a dizer “Olá” e falaremos sobre a possibilidade de inspirar e abanar as mentes da sua empresa.

Novo Ano Lectivo

O novo ano lectivo já iniciou para os três cursos com quem terei o prazer de trabalhar e debater.

Uma vez mais, este semestre, estarei dedicado a algoritmos e a comunicação multimedia, para turmas de “Multimedia” e “Fotografia”

No segundo semestre, será “Desenvolvimento Frontend para a Web” para a turma de “Multimedia” e para a Pós-Graduação em “Web Design”.

Como sempre, as expectativas são altas…espero ter alunos sedentos de aprender. Por isso, let the “games begin”!!!

“Emoções através Interacções” na ZON

Para quem não conhece a ZON, é uma das maiores operadoras de PayTV e Internet de Portugal. A empresa tem uns eventos internos mensais chamados de “ZON Web Talks” onde convidam oradores de diferentes empresas e/ou áreas de negócio. A única agenda que o evento exige, duas apresentações, uma técnica e uma mais inspiracional/criativa.

Fui convidado pelo Hugo Silva para estar presente na terceira edição, a quem estou imensamente agradecido pelo convite. O evento realizou-se hoje no novo edifício da ZON no Campo Grande – Lisboa e o ambiente foi muito bem disposto e informal.

A primeira apresentação esteve a cargo do Ricardo Nascimento, um Project Manager na InnoWave Technologies, que falou sobre “Aplicar AGILE SCRUM em projectos de IT” e foi bastante interessante. Sou um grande defensor dos princípios de Agile SCRUM .

A meu cargo ficou o slot para a apresentação inspiracional, e a receptividade não podia ter sido melhor. Levava um propósito específico, iniciar uma série de “curto-circuitos” nas mentes dos participantes…felizmente todos entraram na disposição certa.

Tentei mostrar o porquê de brincar ser tão importante, porque é que um adulto não tem de ser enfadonho e “quadrado”, e acima de tudo, quando alguém está feliz e a brincar, o seu lado mais criativo – sim, cada um de nós pode ser criativo – terá as ideias mais mirabolantes. Afinal de contas, todos nós já fomos crianças e jovens, basta nos recordar o que faziamso e as sensações dessa condição…e voltar a fazer o mesmo mas agora na nossa vida e mesmo no trabalho.

Diverti-me imenso e gostaria de enviar os parabéns ao Hugo Silva pela organização, e claro agradeço também a todos os participantes, por cada sorriso, cada “levantar de sobrancelha”, cada interacção…é por isso que gosto de ser orador.

Um grande obrigado à ZON e espero vos reencontrar a todos noutra altura.

Se ficaram curiosos e gostariam de saber mais sobre a possibilidade de apresentar num evento privado da vossa empresa, basta me enviar um email a dizer “Olá”, e eu terei todo o gosto em vos ajudar 🙂

Renascer esta coisa chamada blog

Olá Mundo, à muito tempo que não nos “viamos”. Passou imenso tempo em que nem eu próprio visitava o meu próprio blog, aliás, considerei até em lhe por termo à existência.

O mercado português para computação criativa não está na melhor forma, e até para projectos simples de Flash e ActionScript3. O futuro não se apresenta muito risonho.

Usei o ano que passou para ver como é que o mercado iria reagir, e para onde se iria virar, a resposta foi HTML e JavaScript. Isso, leram correctamente, estou a falar do bom “velhinho” HTML e não do “novo puto do bairro” HTML5. Actualmente todas as agências criativas querem algum tipo de trabalho em HTML5, quando na realidade estão mesmo é a falar de algum tipo de animação e/ou interacção em JavaScript.

Felizmente para mim, sempre fui um agnostico tecnológico. Trabalhei com tecnologias como o Adobe Flash quase desde o seu surgimento, desde os bons tempos da Macromedia; usei HTML, CSS e JavaScript quando era obrigatório e até usei o Microsoft Silverlight que foi bom o suficiente para a Microsoft aprender e delinear o caminho a tomar com o Windows 8 etc etc.

Quando a Apple tomou a decisão de não incluir o plugin Flash no iphone e ipad, houve uma grande comoção – e agora?
Então a Adobe tomou a decisão de direccionar o Flash para o Game Development. Acho que foi uma boa decisão!! O Flash está a ficar mais forte e robusto.
Mas e agora neste microsistema chamado Internet? Pessoal, o velhinho HTML com um grande facelift está ai para ficar, mesmo que todo o Mundo saiba que os standards para o HTML5 ainda demorem a chegar!!

Assim, com maior ou menor dano, temos de construir o mesmo tipo de websites, mas agora sem o Flash. Será um grande problema? Claro que será, mas a Adobe está a lançar um conjunto de ferramentas para ajudar a resolver essa transição.
Mas não temam, o futuro é sempre sorridente…afinal de contas, isto é só tecnologia, o nosso cérebro é a nossa ferramenta mais valiosa!! Por isso, vamos lá…WebDesign e WebDevelopment irão sempre prosperar, independentemente do código que escreverem e eu irei continuar a escrever sobre o assunto.

Até breve.

‘Summer Tech Refresh’ evento na Microsoft

[PT]

Vai-se realizar no próximo dia 10 de Agosto, pelas 18h30 o evento “Summer Tech Refresh” nas instalações da Microsoft Portugal.

Segundo os próprios:

AVISO: este é um evento diferente, e exclusivo para Developers que estão sempre “à espreita” da última novidade tecnológica
Para nós, como Developers, o Verão é mais do que praia e banhos de sol: é a altura ideal para termos algum tempo e explorar todas as novidades que já aí estão (ou estão a chegar), e prepararmo-nos para tirar partido destas.

Na Microsoft, criámos este Summer Tech Refresh precisamente para, num só dia e ao final da tarde (para que possa vir do trabalho, ou mesmo da praia), lhe mostrar as principais novidades que já estão no mercado, e um primeiro olhar às que estão a chegar. Numa sessão em que queremos mostrar-lhe a tecnologia em funcionamento e o que é possível fazer com ela, juntando num só evento (e numa visão) HTML5, Windows Phone 7, Windows Azure, Kinect SDK Beta, e mais…!
Mas a parte mais importante acontece antes: o Beer&Snack “IntroNetworking”, à boa maneira de uma esplanada de Verão, irá permitir-lhe trocar as suas ideias sobre o futuro e presente da tecnologia com os vários participantes+oradores do evento.

Afinal, porque esta visão é construída por todos os que – como nós – são apaixonados pela tecnologia.

Contamos consigo!”

Pessoalmente irei para ouvir e debater ideias acerca do Kinect SDK Beta…e tu? O registo é gratuito e pode ser feito aqui.

Workshop de Introducao ao Processing

[PT]

Vou realizar um workshop de “Introdução à Computação e Arte Generativa com Processing” nos dias 21, 22, 23, 24 de Junho na CoWork – LXFactory, com horário pós-laboral (19h-22h).

Mas o que é “Arte Generativa”?

Refere-se a todas as peças geradas, compostas ou construídas com a utilização de algoritmos computacionais, ou seja, com a utilização de algoritmos matemáticos ou mecânicos, ou somente com processos aleatórios e autónomos”.

O “Processing” nasceu um pouco com este conceito em mente, pois os seus criadores – Ben Fry e Casea Reys – enquanto alunos de doutoramento no MIT sob orientação do famoso designer John Maeda, elaboraram uma linguagem de programação baseada em JAVA mas que estivesse simplificada para o que eles designaram por “Creative Code” – desenhar e utilizar formas, imagens, vídeo, som, interactividade. Esta simplificação, que em linguagem informática se designa por “abstracção”, veio abrir as portas à utilização dos computadores por parte de criativos e artistas.

De acordo com a grande máxima dos criadores do Processing, o workshop será totalmente prático. Desta forma, todos os participantes começarão do mesmo ponto de partida mas terão oportunidade para experimentar e percorrer caminhos diferentes.

Para mais informações relativas ao Workshop, podem visitar o site ou entrar em contacto comigo.

Até lá,

Workshops na Escola Superior de Comunicacao Social de Lisboa

[PT]

A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) lecciona Licenciaturas e Mestrados ligados a Comunicação. Um dos cursos oferecidos é a licenciatura em Multimédia e Audiovisuais, bem como o respectivo mestrado em Multimédia e Audiovisuais.

Na tentativa de continuar a oferecer ferramentas aos seus alunos para se destacarem no mercado, a ESCS desenvolveu um conjunto de workshops – Workshops PlugIn – que estão à mão dos alunos internos da escola a preços muitíssimo convidativos. É de notar que estes workshops também estão disponíveis para alunos externos, com uma pequena flutuação no valor dos mesmos.

A primeira vaga de workshops realizar-se-á durante a pausa escolar da Páscoa e as inscrições já estão abertas.

Workshops disponíveis: (clique no link para ver programa)

– Introdução ao Actionscript 3.0 – (26 e 27 Abril – 9h30 -13h / 14h – 17h30)

Introdução ao Openframeworks – (28 e 29 Abril – 9h30 -13h / 14h – 17h30)

– Actionscript 3.0 Avançado – (02, 03, 04 e 05 Maio – 18h30 – 22h)

Para mais informações sobre inscrições e contactos – aqui.

[EN]

The Lisbons College of Social Communication (ESCS) has B.Sc. and M.Sc. related with communication. One of those degrees goes into Multimedia and Audiovisuals.

In an attempt to continue to offer tools to their students to excel in the market, ESCS developed a series of workshops – “Workshops PlugIn” -that are right in the corner for the school students at very inviting prices. Note that these workshops are also available for external students, with a small fluctuation in the value thereof.

The first wave will be in the Eastern break and the registations are available already.

Available Workshops: (click the link to see the program)

– Introduction to Actionscript 3.0 – (26 & 27 April – 9h30 -13h / 14h – 17h30)

– Introduction to Openframeworks – (28 & 29 April – 9h30 -13h / 14h – 17h30)

Advanced Actionscript 3.0 – (02, 03, 04 & 05 May – 18h30 – 22h)

For more informations and registrations – here.

NOTE: these workshops will be in portuguese

 

Tutoriais

[PT]

Já há imenso tempo que ando a pensar em escrever alguns tutoriais aqui no blog, aliás já escrevi alguns relacionados com Arduino, sendo que esses que escrevi foram com o intuito de ter documentação para uso próprio.

No entanto, gostaria imenso de saber a vossa opinião sobre o que escrever, sendo que os temas versarão Arduino, Processing, OpenFrameworks, VVVV e PureData.

Têm alguma questão/dúvida que não estejam a conseguir resolver? Partilhem-na comigo e quem sabe se consiga encontrar a solução para que todos juntos possamos aprender mais sobre estas tecnologias tão interessantes!!

[EN]

I have been thinking about writing some tutorials in this blog. Actually I already have done it.

However I would love to know your opinion on what to write, knowing that the main core would be Arduino, Processing, OpenFrameworks, VVVV and PureData.

Do you have any suggestion? Share it with me!!